Mercado de agregados – Perspectivas para 2022

Informe ANEPAC - 10/03/2022 - Apesar da tradicional expectativa para o ano eleitoral, perspectiva de crescimento é incerta para o setor de agregados. 

 

Em 2021 o mercado de agregados registrou um aumento de 9% em relação ao ano anterior, atingindo 660 milhões de toneladas e fechou uma série de cinco anos em recuperação após a queda histórica de 33% ocorrida entre os anos de 2013 e 2017. Embora haja otimismo por parte dos produtores, principalmente por causa do ano eleitoral, o setor vê com desconfiança os resultados para este ano. A tendência é que o mercado de agregados continue crescendo, porém o ritmo deve diminuir. 

A perspectiva para 2022 é que as mais de três mil empresas que compõem o mercado produzam, aproximadamente, 692 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5% em relação ao ano passado.

Uma visão compartilhada pelos produtores é a de que o Brasil passa por um momento de muita incerteza, principalmente no aspecto econômico e medidas essenciais para seu desenvolvimento não estão sendo colocadas em pauta. A redução dos índices de confiança decorrente de questões como aumento da inflação que acarreta, principalmente, alta nos custos dos insumos e dificuldades de investimento nas plantas, e a ausência de políticas para reversão desse cenário, são as principais causas da insegurança para o setor de agregados.

Capacidade – Apesar do aumento de vendas nos últimos anos, as empresas produtoras de agregados têm capacidade de produção disponível para atender uma alta de demanda, caso isso ocorra. Com capacidade instalada de aproximadamente 900 milhões de toneladas/ano o setor tem, ainda, significativa ociosidade que permite com folga entregas para os projetos esperados para 2022.

 Ordenamento Territorial – Um dos maiores gargalos para o crescimento do setor de agregados é a ausência de políticas de uso do solo. De acordo com o presidente executivo da ANEPAC, Fernando Valverde, o Ordenamento Territorial é vital para a sustentabilidade da mineração de agregados e para atendimento à crescente demanda, principalmente nos grandes centros. “A crescente urbanização tem provocado a esterilização de jazidas ou dificultado a existência das mineradoras próximas às cidades. Some-se isso às restrições impostas pelas prefeituras, muitas delas sem quaisquer embasamentos técnicos, criando situações impeditivas de operação para as mineradoras de agregados. Isso afasta as operações para longe dos centros de consumo. E quanto mais distantes das cidades estão as lavras em operação mais caro será para o consumidor, já que o frete é um custo importante na composição do preço final do agregado”, explica Valverde.

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